O que é RedETSA?

A Rede de Avaliação de Tecnologias em Saúde das Américas (RedETSA) é uma rede formada por ministérios e instituições de saúde, agências de avaliação de tecnologias em saúde, autoridades reguladoras, centros colaboradores da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e instituições de ensino e pesquisa na região das Américas.

Nossa Rede promove encontros regionais e programas de ensino a distância para membros e não membros. Ela inclui a participação de 21 países membros da Região das Américas, representados por 44 instituições de saúde que realizam Avaliações de Tecnologias em Saúde ou estão em processo de desenvolvimento nessa área.

Esta ampla rede de colaboração permite o intercâmbio de informações valiosas para promover o processo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) nas Américas, com o objetivo de informar e apoiar a tomada de decisões sobre incorporação, uso e substituição de tecnologias em saúde nos sistemas de saúde.

Nossos objetivos

Nossos objetivos visam melhorar a qualidade da atenção à saúde, a segurança do paciente e o uso racional de tecnologias. Isto contribui para a sustentabilidade dos sistemas de saúde e para a equidade no acesso.

VISIBILIDADE E INSTITUCIONALIZAÇÃO: Identificar o status da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) nos níveis nacional e regional, bem como promover processos de ATS para informar e apoiar a tomada de decisões sobre a incorporação, uso e substituição de tecnologias em saúde nos sistemas de saúde da região.

ACESSO, DIVULGAÇÃO E INTEGRAÇÃO: Facilitar o acesso à informação e à partilha de conhecimentos sobre ATS através da Rede e da Base de Dados Regional de Relatórios de Avaliação de Tecnologias em Saúde nas Américas (BRISA)

ÉTICA: Promover as boas práticas para a ATS.

CAPACITAÇÃO: Fortalecer as competências dos recursos humanos em ATS nos sistemas de saúde.

SINERGIA: Facilitar a cooperação entre países e instituições por meio de redes e incentivar a consolidação das redes locais ETS existentes e sua sinergia com a RedETSA.

DECISÕES INFORMADAS: Reduzir a assimetria de informações, contribuindo para melhores processos de tomada de decisões em saúde baseados em evidências.

COOPERAÇÃO: Promover a cooperação com outras redes de ATS (nacionais, sub-regionais e globais).

História da RedETSA

Um dos grandes desafios dos sistemas de saúde baseados na Atenção Primária em Saúde é a busca pela equidade, qualidade da assistência e eficiência. As tecnologias em saúde desempenham um papel essencial nesta busca. Não só são decisivas para a qualidade da assistência, como também representam um impacto orçamentário crescente que pode ameaçar a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Neste contexto, a decisão sobre as tecnologias que devem ser fornecidas pelos sistemas de saúde é fundamental para que os países obtenham o máximo de benefícios possíveis em saúde. Vale ressaltar que a cooperação regional nesse assunto ganhou força nos últimos anos.

  • 2010Nasce a RedETSA

    Durante o Encontro Regional sobre Avaliação de Tecnologias em Saúde, realizada em Buenos Aires, em outubro de 2010, representantes de 12 países e um total de 20 instituições, incluindo os ministérios da saúde dos países e os Centros Colaboradores da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de outras redes e instituições, concordaram com a criação da Rede de Avaliação de Tecnologias em Saúde das Américas (RedETSA).

  • 2011Lançamento

    Esta Rede foi lançada oficialmente em junho de 2011, no Rio de Janeiro, com a assinatura de acordos de cooperação entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Brasil, a Agência Canadense de Medicamentos e Tecnologias em Saúde (CADTH) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O objetivo era claro: trocar informações, promover a adoção de metodologias comuns e estabelecer prioridades de trabalho conjuntas para fortalecer as capacidades em Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS).

  • 2012Prioridades regionais e uma resolução pioneira

    Uma reunião foi realizada em abril de 2012 em Lima, onde foram definidas as prioridades da Rede, estabelecido um plano de trabalho e acordado que a OPAS exerceria seu secretariado. Em setembro de 2012, na 28ª Conferência Sanitária Pan-Americana, os Estados Membros foram pioneiros, a nível mundial, ao adotarem pela primeira vez uma resolução sobre a avaliação e incorporação de tecnologias em saúde nos sistemas de saúde. A Resolução CSP28.R9 foi um documento político inovador que propõe vincular a tomada de decisões baseada em evidências para a avaliação de tecnologias em saúde com o processo de tomada de decisões nos sistemas de saúde, a fim de administrar e usar as tecnologias em saúde. A importância da RedETSA foi reconhecida na resolução e os Estados-Membros foram instados a participar.

  • 2015Formação e disseminação de conhecimento

    O Programa de Webinários da RedETSA foi lançado e, desde então, realizou 53 webinários sobre temas propostos pelos membros. Esses webinários contaram com aproximadamente 90 palestrantes de 18 países da região e de outros países, com participantes representando mais de 65 países e territórios. Mais de 11.000 pessoas assistiram ao vivo e os webinários foram visualizados 24.000 vezes. No mesmo ano, foi lançado o Programa de Bolsas de Estudo, que, até o momento, concedeu mais de 210 bolsas de pós-graduação a membros de instituições em 18 países, doadas pelas próprias instituições da Rede. Também naquele ano, foram realizados programas de intercâmbio técnico, levando representantes de instituições membros ao Brasil, Canadá e Colômbia como parte dos esforços de capacitação da Rede.

  • 2016Primeiras alianças internacionais

    A RedETSA assinou Memorandos de Entendimento com duas redes internacionais líderes em Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS): a EuroScan, para promover o intercâmbio de informações sobre a identificação, priorização e avaliação de tecnologias novas e emergentes, e a INAHTA (Rede Internacional de Agências de Avaliação de Tecnologias em Saúde), para fortalecer o reconhecimento mútuo, reduzir a duplicação de esforços e promover a disseminação conjunta do trabalho de ambas as redes. Naquela época, a RedETSA era composta por 29 instituições de 14 países.

  • 2017Lançamento do BRISA

    Foi lançada a BRISA (Regional Database of Health Technology Assessment Reports of the Americas), a primeira biblioteca virtual regional aberta que centraliza relatórios de Avaliação de Tecnologias em Saúde. Desenvolvida pela BIREME em conjunto com a OPAS, a plataforma foi apresentada na 9ª Reunião da RedETSA, na Cidade do Panamá. Ela conta com mais de 600 relatórios iniciais de nove países, com o objetivo de reunir e disponibilizar relatórios de ATS que, de outra forma, estariam dispersos ou inacessíveis a instituições, autoridades de saúde, tomadores de decisão, pesquisadores e ao público em geral na região.

  • 2021-202210 anos de RedETSA

    Em 2021, a RedETSA completou 10 anos desde a sua fundação. Devido à pandemia da COVID-19, naquele ano foi realizado o primeiro e único encontro regional virtual da Rede. 

    Em 2022, na 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana, foi apresentado o informe final da Resolução CSP28.R9, mostrando o progresso dos últimos 10 anos que os países alcançaram na institucionalização e desenvolvimento da ATS como ferramenta fundamental para informar a tomada de decisões de cobertura em saúde.

  • 2024Parcerias e ferramentas para DSTs

    A ConteRedETSA formalizou sua cooperação com a HTAi (Health Technology Assessment International) por meio da assinatura de um Memorando de Entendimento, com o objetivo de fomentar a colaboração, o compartilhamento de conhecimento e o desenvolvimento de capacidades em ATS (Avaliação de Tecnologias em Saúde) através de workshops, webinars e recursos conjuntos. Como primeiro resultado concreto, um webinar conjunto sobre a participação do paciente em ATS foi realizado em abril entre a HTAi, a RedETSA e a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde). Outro marco para a Rede foi a publicação, em novembro, da Ferramenta para Adaptação de Relatórios de Avaliação de Tecnologias em Saúde, desenvolvida pelo Grupo de Trabalho da RedETSA sobre Adaptação de Relatórios de ATS. Essa ferramenta compreende três módulos — triagem rápida, avaliação da qualidade e viabilidade da adaptação local — concebidos para evitar a duplicação de esforços e agilizar a avaliação de tecnologias em saúde na região.

  • 2025Consolidação e acesso equitativo

    Os países da Região aprovaram, no âmbito do 62º Conselho Diretor da OPAS (setembro de 2025), a Política para Ampliar o Acesso Equitativo a Tecnologias de Saúde de Alto Custo e Alto Preço, que promove uma abordagem de saúde pública ao longo de todo o ciclo de vida das tecnologias de saúde — da pesquisa e desenvolvimento à sua adoção e uso racional. Nesse mesmo ano, a BRISA (Biblioteca Regional de Relatórios de Avaliação de Tecnologias em Saúde) atingiu a marca de 5.000 relatórios de ATS disponíveis e ultrapassou um milhão de visualizações, consolidando sua posição como a principal fonte regional de evidências sobre o tema. Além disso, a RedETSA atualizou seu regulamento interno e publicou o guia "Avaliação de Tecnologias em Saúde em Hospitais para a América Latina e o Caribe", com passos práticos para a implementação de unidades de ATS no ambiente hospitalar.

  • 202615 anos de RedETSA

    Este ano, a RedETSA celebra 15 anos de fortalecimento da Avaliação de Tecnologias em Saúde e da tomada de decisões em saúde baseada em evidências nas Américas. Atualmente, a rede é composta por 44 instituições membros, representando 21 países da região. Em um compromisso com o trabalho colaborativo, e após a assinatura, em julho de 2025, de um Acordo de Cooperação com a Rede Espanhola de Agências e Serviços de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Sistema Nacional de Saúde (RedETS), um intercâmbio técnico de cinco dias foi realizado em Madri e Barcelona, em maio. Os participantes incluíram representantes de 21 instituições de ATS de 16 países da América Latina e do Caribe e seus pares espanhóis. O intercâmbio abordou temas como acesso equitativo, avaliação econômica, inteligência artificial em ATS e novos marcos regulatórios europeus para ATS, culminando em propostas concretas de cooperação. A Rede é consolidada e reconhecida globalmente como a Rede de Avaliação de Tecnologias em Saúde das Américas.

Resoluções da OPAS/OMS

CSP30/INF/12

INFORME DE PROGRESSO
Acesso e uso racional de medicamentos e outras tecnologias em saúde estratégicas e de alto custo (setembro de 2022). Ler mais »

CSP30/INF/11

INFORME FINAL
Avaliação e incorporação de tecnologias em saúde nos sistemas de saúde. (setembro de 2022) Ler mais »

CD54/INF/5/F

INFORME DE PROGRESSO
Avaliação e incorporação de tecnologias em saúde nos sistemas de saúde. (setembro de 2015) Ler mais »

WHA67.23

RESOLUÇÃO
Avaliação de intervenções e tecnologias em saúde em apoio à cobertura universal de saúde
(maio de 2014) Ler mais »

CSP28/11

DOCUMENTO DE TRABALHO
Avaliação e incorporação de tecnologias em saúde nos sistemas de saúde (setembro de 2012). Ler mais »

CSP28.R9

RESOLUÇÃO
Avaliação e incorporação de tecnologias em saúde nos sistemas de saúde. (setembro de 2012)Ler mais »